quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Fóssil (ou de quando for um sábio)

A Nelson Ascher

Quando me for um sábio,

Lábia de um destempero
Não terá desespero
Nem tem lugar pr'um lábio.

Quando fosse-me um sábio,

Hábil lugar na terra
Lábil, onde, sincera,
Preso por autolábio.

Quando fóssil: um sábio,

Não serei mais humano
Preso ao cotidiano
Louco com cosmolábio.

Fóssil eu como um sábio,

Como serei um sábio
Se onde sem tempolábil,
Não terá alfarrábio?

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